26 junho 2017

O que aprendi com o meu gato

Foto pessoal, favor não reproduzir

A minha história com o Pipoca começou de uma forma bem inesperada pra mim. Ele apareceu na porta da minha casa em setembro de 2016 muito machucado, muito magro e ainda era bem pequenininho (eu acredito que ele tinha cerca de 1 mês de vida, mas não posso afirmar com certeza). Imediatamente eu o peguei para cuidar de seus machucados, dei banho e tirei todas as suas pulgas, dei água e um pouco da ração do meu cachorro (no momento era o que tinha pra dar a ele). 

Foto pessoal, favor não reproduzir

A minha falta de experiência com gatos (sempre tive apenas cachorros em casa) me fez confundi-lo com fêmea, o que só fui descobrir que estava errado quando ele já estava aqui em casa há quase um mês.

Quando ele chegou aqui a intenção não era adotá-lo, pois eu tenho um cachorro que tem um medo mortal de gatos (isso mesmo!) e ele se mijava todo só de ver o gato. O Thor (o cachorro) só ficava na caminha e sempre se escondia quando via o gato. Logo minha mãe disse que eu precisaria encontrar outra família para o gatinho (que até então era chamado de Serena). Passei semanas procurando alguém que pudesse adotá-lo e que eu teria certeza que daria muito amor a ele. Mas não encontrei ninguém disponível e ele foi ficando e ficando.

E aos poucos ele foi conquistando todos nós, nos ensinando que amor de felino é diferente de amor canino. Tivemos que nos adaptar ao novo integrante da família, e eu tive que aprender a dividir a minha cama e até a ser travesseiro de vez em quando. Acho que no fim das contas era pra ele ficar por aqui mesmo!

Foto pessoal, favor não reproduzir

O amor que ele trouxe para nossa família foi mágico, pois derrubou barreiras (a minha mãe não gostava de gatos, o meu pai detestava bicho dentro de casa e até o meu noivo também não curtia gatos). 

Foto pessoal, favor não reproduzir

(A resolução tá horrorosa, mas tive que registrar esse momento. Foi a primeira vez que eles ficaram juntos sem que o Thor saísse correndo de medo).

Com o passar dos dias o Pipoca foi se aproximando do Thor, e com seu jeitinho todo carinhoso foi conquistando aos poucos sua confiança. No início era só o Pipoca chegar que o Thor saía correndo. Mas o Pipoca não desistiu e foi se aproximando cada vez mais. Agora eles brincam e até dormem juntos. E é lindo ver como essa amizade está crescendo dia a dia. De vez em quando eles ficam assim, juntinhos, mas é bem difícil tirar uma foto decente porque o Thor sempre sai correndo de câmeras (acho que não existe cachorro mais medroso! hahaha).

Foto pessoal, favor não reproduzir

Fofura demais essa foto do Nilton abraçando o Pipoca, né? Amo essa foto, mesmo com a resolução cagada do meu celular. Principalmente porque tirei ela sem que o Nilton percebesse.

Mas afinal, o que aprendi com o Pipoca?

- Aprendi a me acostumar a sempre ter vários arranhões pelo corpo (e não me importar com isso!).

- Aprendi que o conceito que eu tinha de privacidade já não vale mais. Agora ir ao banheiro ou ficar em algum cômodo da casa com a porta fechada sem uma bolinha peluda atrás miando sem parar não existe mais!

- Arrumar a cama se tornou uma brincadeira de esconde-esconde todos os dias.

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- Aprendi que minhas roupas sempre estarão cheias de pelo, porque eu nunca resisto em dar um abraço nele quando ele passa perto de mim.

- Aprendi que absolutamente qualquer coisa pode virar um brinquedo. Desde fio, pedaço de papel, a cortina, meu cabelo, minha mão ou o preferido dele: bolinhas feitas de sacola enrolada. Ele fica horas correndo pra lá e pra cá e dando umas cambalhotas e pulos bem doidos.

- Aprendi a não jogar as caixas de papelão fora. Ele super ama dormir em qualquer caixa de papelão, mesmo que seja fisicamente impossível dele caber dentro dela ele dá um jeito!

Foto pessoal, favor não reproduzir

- Aprendi a dormir ouvindo seu ronronar.

- Aprendi a identificar seus diferentes miados e significados. Ele tem um miado específico quando está com fome, quando quer carinho, quando chamo e ele responde, quando pede para abrir a porta, ou quando quer me acordar.

- Aprendi um novo conceito de liberdade. Assim que ele descobriu que conseguia subir no muro ele começou a sumir pelos telhados afora. E sempre volta pra casa todo esbaforido porque algum dos gatos vizinhos botou ele pra correr, ou simplesmente chega com cara de sem vergonha porque tava namorando. E eu sempre fico muito preocupada, porque sei dos perigos desses passeios dele, mas não há muito o que eu possa fazer para que ele fique em casa.

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- Aprendi que qualquer superfície da casa agora é propriedade dele, seja o sofá, a cama, as cadeiras ou a mesa, a estante da televisão. o teto do carro, ou a minha cabeça. Se ele quiser deitar lá para dormir ele vai deitar sem cerimônia nenhuma.

- Aprendi que ele é o maior fiscal da casa! Ele é super curioso e entra em todos os lugares pra ver o que estou fazendo (todos os lugares mesmo, gavetas, armário, guarda-roupa, minha bolsa...).

Foto pessoal, favor não reproduzir

- Aprendi que, diferente do meu cachorro, o meu gato nunca vai fazer as minhas vontades se ele também não estiver a fim. Mesmo que eu canse de chamar ou de sacudir a bolinha chamando pra brincar, se ele não quiser não vai nem se mexer.

- Aprendi que mesmo sendo na dele e fazendo só suas próprias vontades, ele é super companheiro e carinhoso. Ele é capaz de perceber quando estou triste e precisando de um carinho e logo vem se aninhar no meu colo para dormir. E não sai de perto da gente por nada! Quando ele percebe que eu não estou bem ele fica me seguindo aonde quer que eu vá só para me fazer companhia.

- Aprendi que as coisas mais simples são as mais divertidas. Principalmente se for aquela bolinha de papel que joguei fora, um pedaço de linha que caiu no chão, o farelinho do pão, o rabo do meu cachorro, ou a caixa de papelão das encomendas que chegaram.

Foto pessoal, favor não reproduzir

E a lista de coisas que eu aprendi com o Pipoca continua, com ele o aprendizado é diário e contínuo. É muito amor envolvido, um tipo de amor completamente diferente do que eu estava acostumada a ter com os meus cachorros. E isso é incrível! Mas se eu continuar o post não vai acabar nunca!

Falando nisso, pretendo fazer um post falando das coisas que aprendi também com o Thor (meu cachorro).

Quem aí também ama seus gatos? Me diz aí o que aprenderam com seus peludinhos fofos!  
Carol Rocha

Carol Rocha, Grifinória, Wonder Woman, Sakura Card Captors e unicórnios. Tenho uma playlist para cada momento da minha vida, jogo The Sims™ desde sempre, coleciono livros e tarôs e sonho em ter uma biblioteca em casa. A vida pode estar um caos, mas os meus livros estão sempre organizados.

23 junho 2017

Coisas que me fazem feliz (e não são coisas)

Foto: www.cheznoelle.com

Já faz algum tempo que eu li um post no blog Chez Noelle (que está em hiatus) da Stephanie Noelle e salvei nos favoritos porque achei super fofo e quis fazer a minha própria listinha aqui no blog. Aí conversando com umas amigas me lembrei desse post e cá estou! 
Sabe aquelas coisas simples que aquecem o coração da gente e nos deixa mais feliz? Então, tenho várias:
  1. Organizar os livros por autor/ordem de publicação.
  2. Cheiro de café (mesmo não gostando de café).
  3. O silêncio da madrugada.
  4. Cheiro de terra molhada.
  5. O blog.
  6. Olhar para a Lua.
  7. Cheiro de pão quentinho.
  8. Passar uma fase difícil em algum jogo.
  9. O cafuné que o mozão faz.
  10. Cozinhar uma refeição gostosa e ver a expressão de felicidade das pessoas quando comem.
  11. Cheiro de livro novo.
  12. Risada de bebê.
  13. Conhecer músicas novas.
  14. Tomar sorvete.
  15. Andar descalça.
  16. Observar desconhecidos na rua.
  17. O sorriso de quem eu amo.
  18. Observar as nuvens no céu.
  19. Ilustrações fofas.
  20. Assistir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e sempre me identificar com Amélie.
  21. Barulho da chuva.
  22. Andar pelos corredores da livraria/biblioteca observando os livros e passando os dedos pelas lombadas.
  23. Assistir minhas séries.
  24. O colo da minha mãe.
  25. Fazer playlists.
  26. Quando lança temporada nova das séries que acompanho.
  27. Sentir o quentinho do sol em um dia frio.
  28. Quando chega encomenda pelo correio.
  29. Chegar em casa e tirar o sutiã.
  30. Andar de pantufas pela casa.
  31. Começar um livro.
  32. Terminar um livro.
  33. Curtir o friozinho em baixo das cobertas.
  34. Ouvir o ronronar do Pipoca (meu gato).
  35. A festa que o Thor (meu cachorro) faz todo dia pela manhã ou sempre que chego em casa.
  36. Quando a pizza chega.
  37. Cantar no chuveiro.
  38. Cozinhar ouvindo música (e cantando junto).
  39. Pão de queijo tão quentinho que a manteiga até derrete.
  40. Dançar quando não tem ninguém vendo.
  41. Abraços sinceros e bem apertados.
  42. Comer chocolate.
  43. Cheiro do Floratta in Blue porque me lembra a minha mãe.
  44. Rir até a barriga doer.
  45. Tomar banho no escuro (sim!).
  46. Casa limpa depois da faxina.
  47. Chegar em casa depois de passar muito tempo fora.
  48. Estourar plástico-bolha.
  49. Abrir jogos de tabuleiro novos pela primeira vez e destacar as fichas e acessórios.
  50. Encontrar dinheiro esquecido.
  51. Beber água quando estou com sede.
  52. Fazer xixi quando estou apertada.
  53. Tirar o salto.
  54. Descobrir um blog novo e sair lendo todos os posts.
  55. Escrever listas.
E aí quais são as coisas que não são coisas e que fazem você feliz?
Carol Rocha

Carol Rocha, Grifinória, Wonder Woman, Sakura Card Captors e unicórnios. Tenho uma playlist para cada momento da minha vida, jogo The Sims™ desde sempre, coleciono livros e tarôs e sonho em ter uma biblioteca em casa. A vida pode estar um caos, mas os meus livros estão sempre organizados.

10 junho 2017

E então eu disse sim! 💍

Foto pessoal, favor não reproduzir 

É isso aí minha gente! Fiquei noiva! 💍

Mês passado foi aniversário de 27 anos do Nilton, então fizemos uma festinha para comemorar com nossos amigos e familiares. E logo depois de cantarmos o "parabéns pra você" ele me pediu em casamento! Aparentemente todos que estavam lá sabiam do pedido, só eu mesmo que não sabia.

E que surpresa foi quando ele começou a dizer o quanto me amava e queria passar o resto da vida ao meu lado e se ajoelhou na minha frente! Meu coração estava tão acelerado, eu tive que me segurar numa cadeira para não cair porque as minhas pernas estavam bambas de tanta emoção.

Após ele fazer a declaração mais linda do mundo e eu dizer sim, meus pais fizeram um discurso cada um, dizendo que aprovavam o nosso noivado e que estavam muito felizes (e esse momento foi muito, muito importante para mim!), minha sogra também fez um discurso falando que aprovava nosso noivado e que colocava nosso relacionamento nas mãos de Deus.

Logo em seguida a tia dele e os amigos dele também fizeram umas brincadeiras e nos parabenizaram.

E aí foi a minha vez de falar. Mas cadê a voz? Eu só chorava! A emoção era tão grande que quando fui falar saiu bem baixinho. Eu queria ter dito tanta coisa naquele momento, demonstrar o quanto estava feliz, mas o pouco que eu disse foi suficiente para levar nós dois às lágrimas novamente.

Sem dúvidas foi um dos dias mais felizes da minha vida!

E mesmo hoje, um mês depois, ainda parece ter sido um sonho. Mas ao olhar para a aliança dourada no meu dedo percebo que o sonho é realidade e que vou sim me casar com o amor da minha vida. E sempre que penso isso meus olhos se enchem d'água.

Nossas alianças possuem um significado muito especial para nós dois. No interior elas tem os nossos nomes e a data do início do nosso namoro gravados, e no exterior tem uma gravação em élfico que significa: "Este círculo demonstra nosso amor, e através dele nos unimos." É a coisa mais linda do mundo!

Já escolhemos a data do casório e agora estamos na fase de planejamento. E são tantas coisas! Com certeza falarei sobre o casamento várias vezes aqui, alguns posts com inspirações. 

Estou muito feliz gente! 
Carol Rocha

Carol Rocha, Grifinória, Wonder Woman, Sakura Card Captors e unicórnios. Tenho uma playlist para cada momento da minha vida, jogo The Sims™ desde sempre, coleciono livros e tarôs e sonho em ter uma biblioteca em casa. A vida pode estar um caos, mas os meus livros estão sempre organizados.