Um adeus doloroso

segunda-feira, 17 de julho de 2017
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Estou escrevendo enquanto as lágrimas lavam o meu rosto. Eu não ia vir aqui tão cedo fazer um post porque a cada vez que eu olho pra uma foto dele meu coração se quebra mais um pouco, principalmente porque o último post que escrevi foi sobre as coisas que eu aprendi com ele. Mas eu precisava escrever sobre isso, precisava me despedir. Porque eu não tive tempo de me despedir dele.

Ontem meu gatinho virou estrelinha e eu não tô sabendo lidar com isso. E o mais doloroso foi a forma como ele morreu. Meu pai atropelou ele quando ia estacionar o carro na garagem. Ele se assustou com o barulho e correu pra baixo do carro. 😢

E eu nem estava em casa. Estava na casa do meu noivo com o meu irmão, meu pai estava sozinho na hora. A minha mãe está viajando pra roça e só volta no sábado, vai ser muito difícil dar a notícia pra ela. Não sei quem está mais arrasado aqui em casa. 

Vai ser difícil acostumar com a ausência do Pipoca, ele era tão carinhoso e companheiro. Ele vai fazer tanta falta! Em cada canto que eu olho me lembro dele. 

Eu estava sabendo lidar com a morte dele até dar a hora de dormir, que era quando ele vinha correndo deitar na minha cama pra dormir comigo. Eu entrei no quarto, vi o vazio onde ficava sua vasilha de comida e desabei. A gente nunca está preparado pra perder um bichinho de estimação.

O Pipoca foi um dos amores mais puros que já recebi na vida, principalmente porque fui eu quem resgatou ele da rua.

Eu nunca soube lidar com despedidas e perdas. Eu simplesmente me fecho e me isolo de tudo. Não sei o que fazer nesse momento, mas preciso de um tempo pra viver meu luto.

Volto quando puder.

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O que aprendi com o meu gato

segunda-feira, 26 de junho de 2017
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A minha história com o Pipoca começou de uma forma bem inesperada pra mim. Ele apareceu na porta da minha casa em setembro de 2016 muito machucado, muito magro e ainda era bem pequenininho (eu acredito que ele tinha cerca de 1 mês de vida, mas não posso afirmar com certeza). Imediatamente eu o peguei para cuidar de seus machucados, dei banho e tirei todas as suas pulgas, dei água e um pouco da ração do meu cachorro (no momento era o que tinha pra dar a ele). 

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A minha falta de experiência com gatos (sempre tive apenas cachorros em casa) me fez confundi-lo com fêmea, o que só fui descobrir que estava errado quando ele já estava aqui em casa há quase um mês.

Quando ele chegou aqui a intenção não era adotá-lo, pois eu tenho um cachorro que tem um medo mortal de gatos (isso mesmo!) e ele se mijava todo só de ver o gato. O Thor (o cachorro) só ficava na caminha e sempre se escondia quando via o gato. Logo minha mãe disse que eu precisaria encontrar outra família para o gatinho (que até então era chamado de Serena). Passei semanas procurando alguém que pudesse adotá-lo e que eu teria certeza que daria muito amor a ele. Mas não encontrei ninguém disponível e ele foi ficando e ficando.

E aos poucos ele foi conquistando todos nós, nos ensinando que amor de felino é diferente de amor canino. Tivemos que nos adaptar ao novo integrante da família, e eu tive que aprender a dividir a minha cama e até a ser travesseiro de vez em quando. Acho que no fim das contas era pra ele ficar por aqui mesmo!

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O amor que ele trouxe para nossa família foi mágico, pois derrubou barreiras (a minha mãe não gostava de gatos, o meu pai detestava bicho dentro de casa e até o meu noivo também não curtia gatos). 

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(A resolução tá horrorosa, mas tive que registrar esse momento. Foi a primeira vez que eles ficaram juntos sem que o Thor saísse correndo de medo).

Com o passar dos dias o Pipoca foi se aproximando do Thor, e com seu jeitinho todo carinhoso foi conquistando aos poucos sua confiança. No início era só o Pipoca chegar que o Thor saía correndo. Mas o Pipoca não desistiu e foi se aproximando cada vez mais. Agora eles brincam e até dormem juntos. E é lindo ver como essa amizade está crescendo dia a dia. De vez em quando eles ficam assim, juntinhos, mas é bem difícil tirar uma foto decente porque o Thor sempre sai correndo de câmeras (acho que não existe cachorro mais medroso! hahaha).

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Fofura demais essa foto do Nilton abraçando o Pipoca, né? Amo essa foto, mesmo com a resolução cagada do meu celular. Principalmente porque tirei ela sem que o Nilton percebesse.

Mas afinal, o que aprendi com o Pipoca?

- Aprendi a me acostumar a sempre ter vários arranhões pelo corpo (e não me importar com isso!).

- Aprendi que o conceito que eu tinha de privacidade já não vale mais. Agora ir ao banheiro ou ficar em algum cômodo da casa com a porta fechada sem uma bolinha peluda atrás miando sem parar não existe mais!

- Arrumar a cama se tornou uma brincadeira de esconde-esconde todos os dias.

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- Aprendi que minhas roupas sempre estarão cheias de pelo, porque eu nunca resisto em dar um abraço nele quando ele passa perto de mim.

- Aprendi que absolutamente qualquer coisa pode virar um brinquedo. Desde fio, pedaço de papel, a cortina, meu cabelo, minha mão ou o preferido dele: bolinhas feitas de sacola enrolada. Ele fica horas correndo pra lá e pra cá e dando umas cambalhotas e pulos bem doidos.

- Aprendi a não jogar as caixas de papelão fora. Ele super ama dormir em qualquer caixa de papelão, mesmo que seja fisicamente impossível dele caber dentro dela ele dá um jeito!

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- Aprendi a dormir ouvindo seu ronronar.

- Aprendi a identificar seus diferentes miados e significados. Ele tem um miado específico quando está com fome, quando quer carinho, quando chamo e ele responde, quando pede para abrir a porta, ou quando quer me acordar.

- Aprendi um novo conceito de liberdade. Assim que ele descobriu que conseguia subir no muro ele começou a sumir pelos telhados afora. E sempre volta pra casa todo esbaforido porque algum dos gatos vizinhos botou ele pra correr, ou simplesmente chega com cara de sem vergonha porque tava namorando. E eu sempre fico muito preocupada, porque sei dos perigos desses passeios dele, mas não há muito o que eu possa fazer para que ele fique em casa.

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- Aprendi que qualquer superfície da casa agora é propriedade dele, seja o sofá, a cama, as cadeiras ou a mesa, a estante da televisão. o teto do carro, ou a minha cabeça. Se ele quiser deitar lá para dormir ele vai deitar sem cerimônia nenhuma.

- Aprendi que ele é o maior fiscal da casa! Ele é super curioso e entra em todos os lugares pra ver o que estou fazendo (todos os lugares mesmo, gavetas, armário, guarda-roupa, minha bolsa...).

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- Aprendi que, diferente do meu cachorro, o meu gato nunca vai fazer as minhas vontades se ele também não estiver a fim. Mesmo que eu canse de chamar ou de sacudir a bolinha chamando pra brincar, se ele não quiser não vai nem se mexer.

- Aprendi que mesmo sendo na dele e fazendo só suas próprias vontades, ele é super companheiro e carinhoso. Ele é capaz de perceber quando estou triste e precisando de um carinho e logo vem se aninhar no meu colo para dormir. E não sai de perto da gente por nada! Quando ele percebe que eu não estou bem ele fica me seguindo aonde quer que eu vá só para me fazer companhia.

- Aprendi que as coisas mais simples são as mais divertidas. Principalmente se for aquela bolinha de papel que joguei fora, um pedaço de linha que caiu no chão, o farelinho do pão, o rabo do meu cachorro, ou a caixa de papelão das encomendas que chegaram.

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E a lista de coisas que eu aprendi com o Pipoca continua, com ele o aprendizado é diário e contínuo. É muito amor envolvido, um tipo de amor completamente diferente do que eu estava acostumada a ter com os meus cachorros. E isso é incrível! Mas se eu continuar o post não vai acabar nunca!

Falando nisso, pretendo fazer um post falando das coisas que aprendi também com o Thor (meu cachorro).

Quem aí também ama seus gatos? Me diz aí o que aprenderam com seus peludinhos fofos!